Temas foram destacados como relevantes para as empresas da cidade durante estudo realizado pelo Sebrae/PR, Sinduscon Norte/PR e Cosmob

 

Terreno e mobilidade, energia e atmosfera, materiais e recursos estão entre os principais desafios elencados pelas empresas do setor da construção civil de Londrina e região. Os temas envolvem o planejamento da infraestrutura para o desenvolvimento sustentável nos locais onde serão erguidos os futuros empreendimentos, além do uso de energias renováveis e novos materiais nas obras. As informações foram levantadas durante a primeira etapa do projeto Previsão de Cenários Tecnológicos, conhecida como Foresight.

O consultor do Centro Tecnológico Legno Arredo Pesaro (Cosmob) no Brasil, Emilio Beltrami, responsável pelo estudo das potencialidades e oportunidades de crescimento do setor, conta que o primeiro ciclo de trabalho foi concluído. A etapa incluiu um workshop com as entidades representativas da cadeia da construção civil, seguido da elaboração de indicadores aplicados nas empresas. “Baseado nos cenários das demandas das empresas, voltamos aos atores locais para entender qual é a resposta do ambiente institucional a essas necessidades”, explica.

O próximo passo será cruzar informações, definir o cenário tecnológico do setor e identificar, por meio de uma governança local, quais serão as melhorias na disseminação de tecnologias para aumentar a competitividade setorial de Londrina. “O Emilio Beltrami, do Cosmob, visitou algumas instituições da cidade”, aponta o consultor e gestor do projeto da Construção Civil do Sebrae/PR, Rubens Negrão. Segundo ele, após esse levantamento, o trabalho vai focar na capacitação e formação da rede de governança, que dará sequência ao plano de inovação do setor em Londrina e região.

O 1º vice-presidente Financeiro do Sinduscon Norte/PR, Gerson Guariente Junior, diz que a leitura do futuro da construção civil passa pela tecnologia. Na avaliação dele, as empresas maiores, tradicionais e consolidadas no mercado, vão precisar das startups ou construtechs para implantar inovações dentro da gestão e processo produtivo de maneira mais rápida. “Temos que observar as mudanças e fazer o nosso papel de liderança para englobar toda a comunidade. Estamos reunindo os atores para a formação de uma governança”, argumenta.

A coordenadora de Serviços Tecnológicos e Inovação do Instituto Senai de Tecnologia da Informação e Comunicação de Londrina, Silvana Mali Kumura, destaca que Londrina e região possui uma indústria forte, além de clubes de engenharia, sindicatos e entidades representativas atuantes, porém, ainda não havia uma agenda única para o setor. Ela conta que a instituição está implantando um Hub de Inteligência Artificial e que a estrutura poderá ser usada para a realização de projetos pilotos e cases da construção civil.

O presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Brazil Alvim Versoza, aponta que o trabalho do Foresight é interessante, pois oferece um direcionamento. “Podemos ter como modelo experiências já realizadas para balizar as nossas decisões”, diz, referindo-se a países europeus, onde o projeto foi executado. Na avaliação de Versoza, a viabilidade econômica ainda é um limitador para a aplicação de novas tecnologias na construção civil. Linhas de crédito específicas e o primeiro hackathon do setor devem levar mais inovação para dentro das empresas. “Hoje, temos percentual baixo de empreendedores organizados e preparados para mercado competitivo”, avalia.

Para o diretor técnico da A.Yoshii Engenharia, Mario Ono, que recebeu a visita do Cosmob, a metodologia é interessante e precisa ter a aderência das empresas e instituições de Londrina para que o trabalho seja realizado em conjunto. O gerente regional da Plaenge, Olavo Batista Junior, diz que a sustentabilidade deve ser uma aliada. Porém, ele levanta preocupação que as empresas têm com a aceitação do público a alguns tipos de materiais e dos altos custos de certas tecnologias, que encarecem o preço final dos produtos. Ao mesmo tempo, Batista ressalta a importância de superar barreiras culturais.

Projeto Foresight

A aplicação da metodologia europeia de Previsão de Cenários Tecnológicos, conhecida como Foresight, envolve uma iniciativa do Sebrae/PR, em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon Norte/PR) e o Centro Tecnológico Legno Arredo Pesaro (Cosmob). O objetivo do trabalho é ajudar as micros e pequenas empresas do setor da construção civil a aumentar a competitividade por meio da inovação tecnológica e identificação dos gargalos e oportunidades de crescimento do setor em Londrina e região.

 

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