Nesta segunda-feira (13/2), a EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Ângelo Raphael Pellegrino recebeu a educadora espanhola Eugenia Trigo Aza para proferir palestra sobre os desafios da educação contemporânea no mundo.

 

Doutora em Filosofia e Ciências da Educação, e professora visitante de diversas universidades europeias e latino-americanas, Eugenia Aza também é integrante do CoMoVi (Coletivo Motricidade Vital), rede internacional de pesquisa em educação do qual também faz parte o professor Sérgio Oliveira dos Santos, docente da EMEF Pellegrino.

 

“A professora Eugenia reside em Galiza e veio ao Brasil para participar de um trabalho na UEPA (Universidade Estadual do Pará) como pesquisadora do CoMoVi. Como integrante desse grupo de pesquisadores, o professor Sérgio intermediou a ilustre presença da doutora em nossa escola”, afirmou a professora Alessandra de Siqueira, diretora da escola.

 

A palestra foi destinada aos professores do Fundamental I e II, no âmbito das atividades pedagógicas do HF (Horário de Formação).  “O Horário de Formação é um momento muito importante no qual discutimos ações que visam à melhoria da atuação dos professores em sala de aula, utilizando de novas práticas pedagógicas. Neste momento também compartilhamos informações organizacionais que norteiam o dia a dia escolar”, diz a diretora.

 

Para a secretária de Educação, Minéa Fratelli, o HF é um momento essencial da rotina dos professores e da escola.  “É a oportunidade em que juntos, professores, coordenação pedagógica, orientador e o próprio diretor, podem discutir as questões que afetam a aprendizagem. Então, é o momento de estudo, de olhar para cada um dos estudantes, de olhar para a aprendizagem da escola e de tomar decisões sobre os encaminhamentos necessários para que todos aprendam. Além disso, é um momento de fazer com que os professores possam estudar e se aprofundar em temas ou demandas específicas da escola”, destaca a secretária.

 

REFLEXÃO

Em sua palestra, a professora e pesquisadora Eugenia Aza conduziu os professores a refletir sobre algumas questões fundamentais para a educação do século 21:  “Como lidar com os desafios da atualidade? Qual o papel dos educadores em meio ao avanço da tecnologia?”

 

Ela lembrou os professores que o mundo tecnológico traz oportunidades e limitações. Assim, é preciso entender qual o papel do professor nesse contexto.  “As máquinas podem absorver problemas, mas não podem viver por nós. Como educadores, podemos oferecer vivências significativas às nossas crianças. Vivências que se convertam em experiências e narrativas”, disse.

 

“Não podemos nos limitar ao saber cognitivo”, confirma o professor Sérgio. “Podemos considerar outras formas de aprendizado e expressão, explorando diferentes linguagens para além da escrita e da leitura (como o preconizado pelo CoMoVi). Podemos explorar, por exemplo, a música, a expressão gestual e as linguagens visuais.”

 

Para os pesquisadores, a escola pode ser um lugar de mais prazer, alegria e trocas enriquecedoras. “Temos o dever de semear futuros lindos, bons, alegres e esperançados”, conclamou a palestrante, aludindo ao verbo “esperançar”, usado pelo educador Paulo Freire na perspectiva de uma esperança que não espera acontecer, mas age, coletivamente, na direção do sonho que se quer construir

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