Estudo, desenvolvido pela Brain Inteligência Corporativa, foi encomendado pelo Sebrae/PR e divulgado a micros e pequenas empresas durante workshop do setor

 

Micros e pequenos empresários do setor da construção civil de Londrina e região conheceram, na tarde desta quarta-feira (5), os dados de uma pesquisa realizada pela Brain Inteligência Corporativa, a pedido do Sebrae/PR, sobre o potencial imobiliário das cidades de Cambé, Rolândia, Ibiporã, Arapongas e Apucarana. O resumo do estudo foi apresentado por Marcos Kahtalian, sócio-diretor da Brain, durante o 1º Workshop Construindo o Futuro – Novos Horizontes para 2019, promovido pelo Sinduscon Norte PR, no Centro de Eventos Aurora Shopping.

 

O estudo “Potencial Imobiliário – Pesquisa Quantitativa da Região Metropolitana de Londrina” foi realizado em setembro deste ano com 540 entrevistados e tem uma margem de erro de 4,2%. A idade média dos entrevistados é 40 anos, 70% deles são casados e 66% possuem animais de estimação. Entre os pesquisados, a maior concentração de renda fica entre R$ 2 mil a R$ 3,8 mil. Quase 90% possui um imóvel horizontal, 54% já têm casa própria quitada e 24% mora de aluguel. Um dado que chamou a atenção, segundo Kahtalian, é o de que 60% declararam não ter suíte.

 

Outra informação relevante, de acordo com Kahtalian, é a de que, nos últimos 12 meses, 10% dos entrevistados revelaram ter comprado um imóvel, sendo 92% residencial. “É um porcentual de compra considerado elevado. No Brasil, esse número oscila entre 6% a 7%”, apontou. As principais razões de compra apontadas foram para sair do aluguel (26%), investir para alugar (26%) e porque vão se casar (21%). Entre os itens mais valorizados na hora da compra, 51% apontou a localização, 42% o preço e 41% a segurança. Quando a pergunta foi sobre a intenção de compra de imóvel nos próximos 12 meses, 14% indicou que pretende adquirir o bem dentro do período.

 

De acordo com a pesquisa, existe uma grande demanda por imóvel residencial nas cinco cidades. Quando questionados sobre o tipo de imóvel desejado, 89% dos entrevistados responderam residencial e apenas 3% comercial. Entre os que querem um imóvel residencial, 75% preferem uma casa ou sobrado na rua, 10% um terreno em loteamento aberto e 8% apartamento. Ainda sobre o perfil do imóvel, 72% das famílias consultadas declararam querer ao menos uma suíte. Quando a pergunta foi sobre o preço que estava disposta a pagar pelo bem, a maioria (26%) respondeu entre R$ 121 mil e R$ 150 mil.

 

Segundo Marcos Kahtalian, o desejo por casa nas cidades menores e pouco verticalizadas é muito intenso. “Porém, quando perguntamos o que ele comprou, vimos que a compra de apartamento foi proporcionalmente maior. Isso diz que esse consumidor pode até procurar uma casa, mas ele não acha ou o imóvel é muito caro, o que impulsiona a verticalização”, analisou. Para ele, existe uma forte tendência de verticalização na região metropolitana para atender a demanda de mercado. “As taxas de locação são muito elevadas em Arapongas e Rolândia, por exemplo, o que indica a falta de produtos adequados para essa população”, apontou. A grande demanda na região é por imóveis de dois a três dormitórios com uma suíte.

 

O consultor do Sebrae/PR, Rubens Negrão, disse que a divulgação da pesquisa contempla uma das atividades previstas no projeto da Construção Civil em 2018. Uma das frentes do trabalho, realizado nos últimos dois anos, foi inteligência de mercado e o estudo foi encomendado para levar dados e informações de alta relevância para as micros e pequenas empresas poderem tomar decisões estratégicas nos negócios. “No ano passado, concluímos uma pesquisa focada em Londrina. Como temos várias empresas atuando na região metropolitana decidimos estender o estudo para as cidades vizinhas”, explicou. O projeto da Construção Civil do Sebrae/PR atendeu um grupo de 30 empresas entre 2017 e 2018. “Porém, passaram pelo projeto mais de 100 empresas da cadeia da construção civil”, informou.

Segundo o presidente do Sinduscon Norte PR, Rodrigo Zacaria, o estudo conseguiu ramificar o setor da construção civil nas cidades menores. “A gente, muitas vezes, foca apenas em Londrina, mas cada região tem seu modo de viver particular”, afirmou. Ele lembrou que as pesquisas são muito importantes para as empresas do setor testarem novos produtos. “Os investimentos na construção civil são altos e precisamos de pesquisas para minimizar ao máximo os erros nos lançamentos de novos produtos no mercado”, argumentou.

 

Para o empresário e dono de uma construtora de casas em Londrina, Marcelo Pelegrini, o acesso ao estudo de mercado é importante para “brigar de igual para igual” com as grandes empresas do setor. “Esse tipo de informação custa dinheiro e sai na frente quem consegue contratar esse tipo de pesquisa”, justificou. Pelegrini disse que o estudo encomendado pelo Sebrae/PR vai servir de “mapa” para o planejamento da empresa, que pretende começar a atender a demanda da região metropolitana de Londrina.

 

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